Lucero e Fernando Colunga vivem Valentina e José Miguel em A Dona (Divulgação / Televisa)
Lucero e Fernando Colunga vivem Valentina e José Miguel em A Dona (Divulgação / Televisa)

Cartaz do início da noite no SBT, a reprise de A Dona tem atingido bons índices de audiência para a emissora. Protagonizada por Lucero, Fernando Colunga e Gabriela Spanic, a novela foi produzida no México em 2010 e exibida por aqui pela primeira vez em 2015/16. Anteriormente, o mesmo argumento de Inés Rodena que originou A Dona foi adaptado no Brasil, pelo mesmo SBT, com o nome de Amor e Ódio (2001/02). Henrique Zambelli foi o adaptador brasileiro, ao passo que Kary Fajer escreveu a versão atualmente em reprise. Hoje vamos recordar algumas novelas com mais de uma versão exibida no Brasil.

O Direito de Nascer

Além de três adaptações da radionovela original de Félix Caignet escrita nos anos 1940, a televisão brasileira já exibiu uma produzida no México. O SBT apresentou em 1983/84 a adaptação de Fernanda Villeli, com Veronica Castro no papel de Maria Helena. Humberto Zurita era seu filho, o Dr. Alberto Limonta, ao passo que Socorro Avelar foi a Mamãe Dolores. Só para ilustrar, as versões brasileiras foram exibidas em 1964/65 e 1978/79 (TV Tupi) e 2001 (SBT).

Calúnia: obscuro caso na relação de novelas com mais de uma versão exibida no Brasil

Em 1966, a TV Tupi exibiu Calúnia, adaptação de um original de Caridad Bravo Adams. Os protagonistas foram Fernanda Montenegro e Sérgio Cardoso, numa história passada nas fazendas do Mato Grosso. No ano 2000, o SBT exibiu uma versão mexicana da mesma história, agora intitulada A Mentira. Kate Del Castillo e o brasileiro Guy Ecker foram os intérpretes principais. O mesmo SBT transmitiria em 2012, a saber, uma nova adaptação da história, de nome Corações Feridos. Patrícia Barros e Flávio Tolezani protagonizaram-na.

Simplesmente Maria

Em 1991/92, o SBT transmitiu em seu horário nobre a novela Simplesmente Maria, com Victoria Ruffo no papel principal. Ela era a moça pobre seduzida pelo patrão Juan Carlos (Manuel Saval), de quem engravida. Os anos passam e Maria vence na vida como modista, mas tem de lidar com os conflitos do filho, José Inácio (Toño Mauri). No México a novela foi ao ar em 1989. Anteriormente, a TV Tupi apresentou uma adaptação dessa mesma história de Celia Alcántara, feita por Benedito Ruy Barbosa e Benjamin Cattan. Yoná Magalhães foi Maria. Tony Ramos foi o filho, Antônio, e Ênio Gonçalves viveu o patrão que a ilude, Roberto.

Carinha de Anjo: entre as novelas com mais de uma versão exibida no Brasil, um êxito infantojuvenil

Só no Brasil foram exibidas até aqui três versões da mesma história. O SBT levou ao ar duas delas: uma mexicana, em 2001/02, com Daniela Aedo no papel da doce e levada Dulce Maria; e uma brasileira, em 2016/18, com Lorena Queiroz. No entanto, os telespectadores mais velhos devem se lembrar de Papai Coração (1976/77). A produção da TV Tupi partia, do mesmo modo, do original de Abel Santa Cruz, e teve Narjara Turetta como Titina, a Dulce da vez.

Esmeralda

Essa história já foi transmitida no Brasil em três versões. Original de Delia Fiallo, em 1986 foi ao ar na Venezuela com o nome de Topázio. Grecia Colmenares e Victor Camara interpretaram o casal central, da moça cega que na verdade é a dona do patrimônio que seu amado acredita pertencer-lhe. Em 1998 a Televisa produziu no México uma das versões da história, intitulada Esmeralda. Leticia Calderón e Fernando Colunga foram os protagonistas da novela exibida por aqui pelo SBT, assim como Topázio (em 1992). Ainda, em 2004/05 a emissora de Silvio Santos produziu a sua versão do argumento, com o nome de Esmeralda. A saber, agora os papéis centrais ficaram com Bianca Castanho e Cláudio Lins.

Canavial de Paixões

Antes do SBT exibir sua versão da história de Caridad Bravo Adams em 2003/04, Canavial de Paixões teve uma adaptação mexicana transmitida por aqui pela CNT, em 1997. A produção mexicana é do ano anterior, 1996. Em San Benito, povoado do estado de Veracruz, o casal Julia (Daniela Castro) e Pablo (Juan Soler) tem sua felicidade amorosa impedida pelos erros do passado dos patriarcas de suas famílias. Além disso, a vilã Josefina (Angélica Aragón), mãe de Pablo, também não deseja a união. Para ela, em virtude do adultério cometido por seu marido Amador (César Évora) com Dinorah (Azela Robinson), irmã da mãe de Julia, Margarita (Felicia Mercado). Todavia, Josefina acredita que era Margarita a amante de Amador, não Dinorah. Esta se casa com o cunhado Fausto (Leonardo Daniel) após a morte de sua irmã e de Amador.

Uma curiosidade em torno dessa exibição da novela pela CNT envolve o trabalho dos dubladores, que entraram em greve em 1997. De modo que Canavial de Paixões na ocasião começou dublada e terminou legendada, para que não houvesse um indefinido hiato nos capítulos.

A versão do SBT se passava na cidade de São Bento dos Canaviais, interior de São Paulo. O casal principal era formado por Clara (Bianca Castanho) e Paulo (Gustavo Haddad), filho de Teresa (Débora Duarte). Victor Fasano e Cláudia Ohana participaram do início vivendo Amador e Débora, equivalentes ao Amador e à Margarita do México. E Helena Fernandes foi Raquel, novo nome de Dinorah. Jandir Ferrari deu vida a Fausto.

Betty, a Feia: uma das campeãs entre as novelas com mais de uma versão exibida no Brasil

Falecido em 2019, Fernando Gaitán criou dois grandes êxitos da TV internacional: Café Com Aroma de Mulher (1994) e, sobretudo, Betty, a Feia (1999/2001). As datas se referem à produção e exibição originais na Colômbia. Enquanto a primeira novela, com Margarita Rosa de Francisco e Guy Ecker, foi exibida pelo SBT em 2001, a segunda alcançou números bem acima da média da Rede TV! em 2002, quando transmitida pela emissora da dupla Dallevo/Carvalho pela primeira vez. Ana María Orozco interpretou Beatriz Pinzón Solano, de 26 anos.

Economista, ela é tomada por feia devido às roupas que a envelhecem, os óculos de alto grau e aros grossos e o aparelho nos dentes. Ademais, ela não é lá muito vaidosa. O presidente da Eco Moda, Jorge Armando Mendoza (Jorge Enrique Abello), considera Betty a secretária ideal, já que não despertará ciúme em sua noiva Marcela (Natalia Ramirez). De modo que a contrata para esse cargo, ao qual ela se candidata por estar cansada de concorrer a vagas de economista e ser preterida em favor de rivais consideradas mais bonitas e nem sempre competentes como ela.

Nesses 20 anos, só no Brasil Betty, a Feia teve três exibições pela Rede TV! e mais três versões exibidas por outras emissoras. O SBT transmitiu a série norte-americana Ugly Betty, com America Ferrera, e também a produção da Televisa A Feia Mais Bela (2006/07), no ar por aqui quase simultaneamente. Houve uma reprise em 2014/15. Além disso, a Record TV produziu Bela, a Feia, adaptação de Gisele Joras. Originalmente transmitida em 2009/10, a novela está atualmente em reprise nas tardes da emissora. Ademais, Betty, a Feia foi adaptada até aqui em mais de 20 países.

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