Ilva Niño
Ilva Niño (Divulgação)

Nesta semana, a atriz Ilva Niño brilhou numa participação mais do que especial na novela das 21h da Rede Globo, O Outro Lado do Paraíso, de Walcyr Carrasco, interpretando Sebastiana Almeida, ou Tiana, antiga empregada da casa de Vinícius Castro (Flávio Tolezani), o delegado pedófilo que havia abusado sexualmente da enteada Laura (Bella Piero) quando ela contava apenas 8 anos.

A atriz, praticamente um estereótipo da empregada doméstica, já viveu mais de dez vezes o tipo da mulher simpática, confiante, honesta, que serve de amiga às boas patroas e que é espezinhada pelas peruas. Vamos relembrar algumas das vezes em que Ilva, muito querida do público, esteve no papel de empregada.

Sem Lenço, Sem Documento (1977/78)
Ilva foi uma das protagonistas dessa novela de Mário Prata, ao lado de Isabel Ribeiro, Arlete Salles e Ana Maria Braga – irmã de Sônia e Júlio e mãe de Alice Braga, não a apresentadora do Mais Você. Cotinha era uma das irmãs pernambucanas que haviam deixado a terra natal em busca de melhor sorte no Rio de Janeiro, onde todas se empregaram como domésticas. Seus patrões eram o publicitário Heleno (Jayme Barcellos) e a esposa Gina (Marilu Bueno). Cotinha teve um final feliz, ao se casar com o radialista Pérsio (José Damasceno), cuja voz a encantava.

Água Viva (1980)
Na novela de Gilberto Braga, Antônia trabalhava na casa da vilã falida Lourdes Mesquita (Beatriz Segall), que evocava um passado glorioso enquanto amargava dias menos faustosos e vivia de organizar eventos ao lado da filha Márcia (Natália do Valle) entre uma intriga e outra, especialmente na intenção de separar o filho Marcos (Fábio Jr.) de sua amada Janete (Lucélia Santos).

Roque Santeiro (1985/86)
Na novela de Dias Gomes, escrita também por Aguinaldo Silva, Mina era uma verdadeira mãe para a esfuziante Viúva Porcina (Regina Duarte), sua patroa que eternizou o grito “Miiiiinaaa!!!” na memória do público. Seguramente este é o trabalho mais lembrado da carreira de Ilva, um sucesso que está entre os maiores da Globo – e, por consequência, da televisão brasileira.

O Sexo dos Anjos (1989/90)
Anésia era cozinheira da casa de Leonor (Myriam Pérsia), a viúva do Dr. Teófilo (Daniel Filho) e mãe das jovens Isabela (Isabela Garcia) e Ruth (Sílvia Buarque), duas das personagens centrais da história que partia de O Terceiro Pecado, história escrita pela autora Ivani Ribeiro para a TV Excelsior em 1968.

Há 40 anos, estreava a novela Sem Lenço Sem Documento

Tropicaliente (1994)
Neide trabalhava na casa de Gaspar Velásquez (Francisco Cuoco), com o motorista Plínio (João Carlos Barroso) e a bela empregada Janaína (Mônica Fraga), nessa história escrita por Walther Negrão.

História de Amor (1995/96)
Nessa história de Manoel Carlos, havia muitos anos que Chica trabalhava na casa dos Sampaio, Rômulo (Cláudio Corrêa e Castro) e Zuleika (Eva Wilma), tanto que viu crescerem os filhos deles, Paula (Carolina Ferraz) e Leonardo (Hugo Gross), e acompanhou a derrocada econômica da família. Ajudava bastante Neusa (Mônica Carvalho), empregada mais moça, vítima da perseguição de Mariana (Monique Curi), nora dos patrões.

Por Amor (1997/98)
Ilva não apareceu muito nessa novela de Manoel Carlos. Sua personagem Dalva era casada com Lourenço (Jorge Cherques) e eles eram caseiros na “casa de Angra dos Reis” dos Motta, família rica da história, liderada por Branca (Susana Vieira) e Arnaldo (Carlos Eduardo Dolabella).

Suave Veneno (1999)
Ilva interpretou Zezé, empregada da casa da família Cerqueira, cujo patriarca era Waldomiro (José Wilker), nessa novela de Aguinaldo Silva cujo ponto de partida foi o texto teatral clássico de Shakespare, Rei Lear.

Sete Pecados (2007/08)
Nessa história escrita por Walcyr Carrasco, Marli era empregada da casa de Rebeca (Elizabeth Savalla) e Beatriz (Priscila Fantin), respectivamente mãe e meia-irmã de Ariel (Duda Nagle), rapaz inconsequente que se envolve com a neta de Marli, Eliete (Marisol Ribeiro).

Cama de Gato (2009/10)
A parceria de Ilva com Tony Tornado em Roque Santeiro – na qual ele vivia Rodésio, o fiel escudeiro da Viúva Porcina – se repetiu nessa novela de Duca Rachid e Thelma Guedes. Aqui eles eram Ernestina e Péricles, casados e apaixonados, pais de Bené (Marcello Novaes). Trabalhavam na mansão de Gustavo Brandão (Marcos Palmeira) como empregada e motorista.

Saramandaia (2013)
A segunda versão da história escrita por Dias Gomes em 1976, aqui revisitada por Ricardo Linhares, trouxe Ilva na pele de Cleide, governanta da casa dos Villar, cujo patriarca Tibério (Tarcísio Meira) havia criado raízes e ficado “grudado” numa das poltronas.

Felizmente o fato de com frequência ser vista no papel de empregada doméstica nunca ofuscou o grande talento da atriz – demonstrado também em raras ocasiões nas quais o posto de serviçal lhe escapou, como em Cordel Encantado (2011), de Duca Rachid e Thelma Guedes, novela que a trouxe como a cangaceira Cândida, mãe do temível Capitão Herculano (Domingos Montagner); ou em Bebê a Bordo (1988/89), um dos atuais cartazes do Canal Viva, na qual foi Mainha, que criou Ana (Isabela Garcia) após esta ser abandonada por Laura (Dina Sfat).

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