Mário Motta e Lídia Pace no Jornal Nacional
Mário Motta e Lídia Pace no Jornal Nacional (Divulgação/ TV Globo)

Os jornalistas Lídia Pace, do Rio Grande do Norte, e Mário Motta, de Santa Catarina, encerram neste sábado (30) o rodízio de apresentadores que comemorou os 50 anos do Jornal Nacional. Nos últimos três meses, a Globo levou ao seu principal telejornal apresentadores de emissoras e afiliadas de todo o Brasil, trazendo novos rostos à bancada aos sábados. Mais do que uma maneira simpática de comemorar o aniversário do JN, a ação serviu para mostrar a diversidade e pluralidade do país, traçando um painel nacional dos mais interessantes.

Há 50 anos, o Jornal Nacional nasceu para lançar o conceito de rede. Pela primeira vez, um programa da TV brasileira era mostrado para todo o Brasil (ou quase) ao mesmo tempo, daí seu nome. Foi a partir do Jornal Nacional que começou a nascer uma grade de programação que era exibida em tempo real, no país todo. Além disso, o noticiário permitiu com que os brasileiros começassem a se ver na tela, com informações sobre as mais variadas regiões.

Sendo assim, mostrar os rostos que fazem o jornalismo da Globo por todo o país é uma maneira de valorizar estas importantes praças que fazem o Jornal Nacional. O JN é feito por uma rede de profissionais que vai além do eixo Rio-SP ou Brasília. Mostrá-los também na bancada é exaltar a importância do trabalho que é feito em tantos lugares, por tanta gente, e que resulta num jornal que busca ser plural. Além disso, o jornal também aproveitou a presença destes profissionais para mostrar suas rotinas e, assim, expor a cultura de cada região. Isso enriqueceu o conteúdo do noticioso.

Profissionais

Além disso, o rodízio de apresentadores do Jornal Nacional aos sábados também serviu para mostrar ao Brasil talentos regionais da melhor qualidade. Um exemplo é Márcio Bonfim, de Pernambuco, que caiu nas graças da emissora ao passar pelo JN. Seu desempenho na bancada o levou ao posto de substituto de Tadeu Schmidt no Fantástico. É a primeira vez que um apresentador de afiliada da Globo assume tal posição.

Taís Lopes, do Ceará, também se destacou no JN. Tanto que chamou a atenção da CNN Brasil, que a contratou em seguida. Além disso, o rodízio também deixou a bancada do JN mais diversa, como quando foi ocupada por Matheus Ribeiro, de Goiás, primeiro gay assumido a apresentar o jornal; ou Aline Aguiar, segunda apresentadora negra a passar pelo JN.

Ou seja, a experiência do Jornal Nacional foi muito bem-sucedida, sob vários aspectos. A ação conseguiu reafirmar a importância do noticioso para a televisão brasileira e, de quebra, mostrar aos brasileiros que o país é muito grande, diverso e cheio de grandes profissionais.

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