Ivete Sangalo, Michel Teló, Lulu Santos e Iza, técnicos do The Voice Brasil
Ivete Sangalo, Michel Teló, Lulu Santos e Iza, técnicos do The Voice Brasil (Foto: Globo/ Victor Pollak)

A final do The Voice Brasil, exibida nesta quinta-feira (03), mostrou a vitória de Tony Gordon. Porém, sabe-se, pelo histórico do programa, que esta consagração não garante uma carreira promissora. Mas este não é o principal problema do talent show da Globo. A atração, a cada nova temporada, demonstra dificuldades em se reinventar e surpreender o público. Com isso, esta oitava temporada passou em brancas nuvens. Foi morna.

O início foi promissor, com a presença de Iza. A jovem cantora, extremamente carismática, fez sua estreia e não decepcionou. A novidade fez até com que os demais técnicos evitassem os vícios que os tornavam “over”. No entanto, no decorrer dos episódios, ficou claro que os técnicos do The Voice têm outras dificuldades para superar.

A principal delas, sem dúvidas, foi a falta de senso crítico nas avaliações. Ivete Sangalo, Iza, Michel Teló e Lulu Santos não economizaram nos elogios vazios aos participantes, mesmo os desclassificados. Ao nivelar todos os candidatos, não ficou claro para o público os seus critérios de seleção. Além disso, a repetição constante de elogios acabou deixando o programa previsível e pouco emocionante.

Pouca repercussão

Esta previsibilidade no The Voice Brasil refletiu no desempenho da atração junto ao público. O talent show é um dos únicos do seu segmento (se não for o único) que sempre demonstrou capacidade de mobilizar torcidas e gerar repercussão. No entanto, isso não aconteceu na atual temporada. Não houve um favorito que despontou, nem um azarão. Algo grave para um programa que é, antes de mais nada, uma disputa.

Sendo assim, o programa apresentado por Tiago Leifert mostra que precisa ir além de apenas trocar técnico para tentar uma reinvenção. O programa precisa de uma injeção de ânimo, capaz de voltar a fazer o público torcer. Afinal, a competição já não garante o sucesso de seu vencedor. Se não desperta nem mesmo a emoção do público, então fica tudo sem propósito.

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