Mara Maravilha
Mara Maravilha (Reprodução/Instagram)

2018 não foi um ano muito fácil para vários nomes que fazem a programação da televisão brasileira. Artistas consagrados passaram por maus momentos, tanto em atitudes não muito ortodoxas, quanto por tentativas frustradas de reinvenção na carreira. Para eles, o ano que termina na próxima segunda-feira não deve deixar saudades.

Celso Zucatelli é um deles. O apresentador, que por anos foi o rosto do Hoje Em Dia, da RecordTV, estava à frente do Melhor pra Você, com Mariana Ferrão e Edu Guedes, na RedeTV!. Logo no início do ano, o jornalista viu o fim do matinal, mas foi aproveitado num novo projeto, o Fala Zuca. Porém, a nova atração tinha uma proposta de tratar de vários assuntos, mas em apenas meia hora. Para piorar, grande parte do tempo era ocupado por merchans. Resultado: o programa acabou não desenvolvendo assunto nenhum. Saiu do ar rapidamente.

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Outro jornalista que ensaiou uma reinvenção na TV foi José Luiz Datena. O apresentador finalmente viu seu sonho de ser apresentador de programa de auditório atendido. Mas Agora É com Datena estreou com seis horas de duração e conteúdo reduzido. Cansativo, o programa não deslanchou. Para piorar, enfrentou mudanças quando Datena resolveu se afastar para se candidatar a um cargo político. Virou Brasil da Gente, com Netinho, e Agora É Domingo, com Joel Datena. Mas o “Datena pai” acabou voltando, acarretando mais mudanças. Datena é um bom animador, mas seu dominical ainda carece de ajustes.

Quem saiu do ar

Não foi só Celso Zucatelli que perdeu seu espaço na TV aberta em 2018. Roberto Justus também se viu fora Record após vários anos de serviços prestados. Sua performance à frente do Power Couple e de A Fazenda não agradou a emissora. Assim, ele foi dispensado e substituído por Gugu Liberato e Marcos Mion, respectivamente. Agora, aguarda o retorno de O Aprendiz, único formato onde foi bem na TV, desta vez pela Band.

Angélica também perdeu espaço em 2018. A apresentadora, que estava no ar ininterruptamente desde sua adolescência, ganhou um ano sabático pela primeira vez em sua carreira. Com formato desgastado, o Estrelas, programa que comandava desde 2006, saiu do ar em abril. Depois disso, a artista tirou férias e passou a trabalhar na formatação de uma nova atração. Ao mesmo tempo, participou de vários programas da Globo, como Altas Horas, Domingão do Faustão e PopStar. Seu retorno definitivo está previsto para abril de 2019.

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Outra ex-apresentadora infantil que saiu do ar em 2018 foi Mara Maravilha. A artista se desentendeu com o elenco do Fofocalizando, vespertino do qual fazia parte, e foi dispensada da atração. Chegou a voltar ao ar como jurada do quadro Dez ou Mil, no Programa do Ratinho, mas também não conseguiu segurar o espaço. Agora, surge esporadicamente no Programa Silvio Santos, e segue sem destino fixo na telinha.

Mas a ausência que mais surpreendeu foi a de Daniel Bork. O cozinheiro, que ocupava as manhãs da Band há 20 anos, ganhou um programa com seu nome em 2018. Mas Cozinha do Bork não emplacou e a emissora resolveu suspender a atração. Ainda está no ar, mas com reprises. Enquanto isso, o canal lançou um novo e bom nome em suas manhãs, a jornalista Natália Leite. Mas o feminino Superpoderosas não decolou e saiu do ar seis meses depois da estreia.

Maus bocados

Na vida pessoal, 2018 foi um ano feliz para Sabrina Sato. Porém, profissionalmente, não foi dos melhores. Ela ainda é uma das artistas mais queridas do país, sem dúvidas. Mas seu Programa da Sabrina enfrentou dificuldades. Neste ano, a atração passou a ser exibida mais tarde, por volta das 23 horas do sábado, e perdeu fôlego. Além disso, seu conteúdo limitou-se à gravidez da apresentadora. Com o fraco desempenho, a direção da Record já decidiu que Sabrina terá um novo formato em 2019.

E até mesmo um ídolo pode derrapar. Em 2018, Silvio Santos foi alvo de muitas críticas e comentários em razão de sua língua decontrolada. Vários dos comentários feitos no Programa Silvio Santos pegaram mal. No Teleton, foi duramente criticado após dizer que ficaria “excitado” se abraçasse Claudia Leitte. Em tempos de importantes discussões sobre machismo e assédio, Silvio precisava rever alguns comportamentos.

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