Cena do último capítulo de Malhação: Viva a Diferença, exibido nesta segunda
Cena do último capítulo de Malhação: Viva a Diferença, exibido nesta segunda (Reprodução/Globo)

Em janeiro deste ano, este que vos fala escreveu um texto em que dizia que Malhação: Viva a Diferença, era a melhor novela no ar naquele momento.

Até o seu final emocionante, ocorrido nesta segunda-feira (5), ela manteve a qualidade e de fato foi, se comparando com outras tramas no ar na TV brasileira. E é incrível dizer isso.

Veja mais: 10 canções que vão te deixar com muita saudade de Malhação: Viva a Diferença


Com uma repercussão incrível e audiência geral terminando na casa dos 20,4 pontos na Grande São Paulo – a maior desde a temporada 2009 da novelinha. Mas a audiência aqui é apenas algo meramente abstrato.

Em seu último capítulo, Malhação: Viva a Diferença consagrou um folhetim que não subestimou o seu telespectador, mostrou o jovem como, de fato, ele é na realidade. Mais que isso: mudou o patamar de Malhação.

Viva a Diferença mostrou que é possível falar do jovem na televisão de forma realista e visceral, algo que por algum motivo, a Globo pasteurizou em Malhação nos anos 2000, por exemplo.

Jamais se viu um elenco jovem tão maravilhosamente escalado na TV brasileira em seus quase 68 anos de fundação. O quinteto protagonista, feito por Gabriela Medvedoviski, Ana Hikari, Daphne Bozaski, Manoela Aliperti e Heslaine Vieira merece oportunidades equivalentes ao seu talento mostrado.

Além disso, o elenco coadjuvante também é absurdamente talentoso. Destaco aqui algo que merece ser dito: Giovanna Grigio. Vindo de um bom trabalho em Chiquititas, Giovanna não foi bem em sua estreia na Globo, com Eta Mundo Bom. Em Viva a Diferença, sua sensibilidade e construção de personagem com Samantha foram perfeitos.

Grigio sai com o saldo mais que positivo e mostrando, sim, que é uma das atrizes mais talentosas de sua geração. Merece um salto dentro da Globo, equivalente ao das cinco protagonistas.

Destaco aqui também Hall Mendes, Bruno Gadiol, Matheus Abreu, Juan Paiva, Marcello Antony, Mallu Galli, Isabella Scherer, Talita Younan, Aline Fanju e Lúcio Mauro Filho. Mas na verdade, todo o elenco merece elogio. Ninguém foi abaixo da crítica. Todos, e absolutamente todos, foram fabulosos.

Mas claro, toda a audiência, repercussão e, principalmente, qualidade de produção de texto e direção é de quem está por trás das câmeras. Cao Hamburguer, mais uma vez, faz história com o público infanto-juvenil.

Depois de Castelo Rá-Tim-Bum, O Ano Em Que Meus Pais Saíram de Férias, entre outras gigantes produções, Cao mostra que é o maior especialista em falar com jovens no Brasil. O seu roteiro humano merece ser lembrado por anos e anos.

A direção de Paulo Silvestrini e equipe ainda mais. Criativa, diferente, ousada e na maioria das vezes, saindo da casa na TV aberta. Aplausos e mais aplausos.

Eu nunca pensei que diria isso em pleno 2018, e jamais pensei que falaria isso de uma temporada de Malhação, mas como você vai fazer falta, Viva a Diferença. É a melhor Malhação de todos os tempos, com facilidade. Quem sabe, um dia, você volta. Mas por enquanto: parabéns para todos. Viver a Diferença foi bom demais.

Pra Vidas Brasileiras: boa sorte, manter o nível vai ser difícil. Espero que consigam, porque eu vou morrer de saudade das Fives.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor insira seu comentário
Por favor coloque seu nome aqui