Geisy Arruda e Marcos Harter na cobertura do Carnaval, na Redetv
Geisy Arruda e Marcos Harter na cobertura do Carnaval, na Redetv (Reprodução)

Quem optou por passar o Carnaval no sofá, provavelmente não se empolgou muito diante da TV. A cobertura da folia nas principais emissoras abertas brasileiras não conseguiu passar ao espectador toda a beleza e alegria do evento. Pelo contrário. Desfiles intermináveis, falta de informação, tentativas frustradas de humor e entrevistas confusas marcaram os carnavais de Globo, SBT, Band e RedeTV!.

Na Globo, que há anos transmite os desfiles das escolas de samba de São Paulo e Rio de Janeiro, há sempre a tentativa de fazer da cobertura algo diferenciado, tendo em vista que os desfiles são longos e o tédio se torna inevitável para quem assiste pela televisão. Entretanto, as intenções do canal sempre ficam pelo caminho. Sempre há momentos em que falta informação, o silêncio impera e os apresentadores não sabem muito o que fazer.

O canal também adotou a informalidade na postura dos repórteres que estão na avenida. Nada contra, afinal, o Carnaval é uma festa e a descontração faz parte. Mas ainda não foi encontrado um equilíbrio entre a informalidade e a informação. O que teve de repórter gritando e sambando, mas não trazendo nenhuma informação de fato…


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SBT e Band, mais uma vez, concentraram seus esforços na transmissão do Carnaval da Bahia. A primeira fez uma redução drástica no tempo da transmissão, relegando a cobertura às madrugadas em blocos com pouco mais de uma hora de duração. Assim, pecou pela superficialidade. Já a Band dedicou mais tempo à folia, priorizando a informação e exibindo mais shows que o canal de Silvio Santos. No entanto, em vários momentos, as passagens de trios elétricos acabou cansando. Ou seja, SBT pecou pela falta, enquanto Band pecou pelo excesso.

Na RedeTV!, o tradicional Bastidores do Carnaval chegou à sua 18ª edição um tanto morno. A cobertura de Carnaval da emissora sempre foi bizarra, e, em muitos casos, extremamente apelativa. Talvez para se redimir do ânus verde exibido em 2017, o canal, desta vez, se comportou melhor. Mas, se em anos anteriores havia um certo humor involuntário, dado o tamanho das bizarrices, desta vez a coisa ficou no morno mesmo. E dá-lhe entrevistas com ilustres desconhecidos mostrando seu “samba no pé”, Marcos Harter pegando todo mundo, Geisy Arruda fazendo comentários… enfim, um cenário e tanto.

19 anos após a extinção da Rede Manchete, emissora que cobria Carnaval como ninguém, nenhum outro canal brasileiro conseguiu repetir a excelência da emissora dos Bloch na transmissão da Folia de Momo. As tentativas, até aqui, se mostraram bem ineficientes.

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