Mercedes (Fernanda Montenegro) e Josafá (Lima Duarte) em O Outro Lado do Paraíso
Mercedes (Fernanda Montenegro) e Josafá (Lima Duarte) em O Outro Lado do Paraíso (Divulgação/ TV Globo)

Semanas atrás, o Fantástico exibiu uma simpática matéria exaltando o encontro de Fernanda Montenegro, Lima Duarte e Laura Cardoso em O Outro Lado do Paraíso. Os intérpretes de Mercedes, Josafá e Caetana agradeceram a oportunidade de contracenarem juntos, ao mesmo tempo em que o público comemora ver no ar unidos atores de tamanho quilate. Medalhões da teledramaturgia nacional, Fernanda, Lima e Laura são histórias vivas da TV.

Realmente, trata-se de um grande encontro promovido pela trama de Walcyr Carrasco. Pena que seja um encontro tão mal aproveitado. Mercedes, Josafá e Caetana formam um triângulo amoroso: no passado, Mercedes e Josafá eram apaixonados, mas não ficaram juntos por uma armação de Caetana. A cafetina confessou seus pecados à vidente antes de partir de Pedra Santa, retornando anos depois.

A trama que os envolve estacionou. Caetana, que participaria apenas da primeira fase da novela, acabou retornando à trama a pedido do público e da própria atriz. De volta ao bordel que comandou, a senhora divide a cena com Leandra (Mayana Neiva), além de ter participado ativamente da história de Beth/Duda (Gloria Pires), enquanto esta passou a comandar o local. Já Mercedes e Josafá vivem juntos, numa relação amorosa e fraterna. Até aqui, Josafá serve de arrimo à neta Clara (Bianca Bin), enquanto Mercedes trata de prever os próximos acontecimentos da novela.

As cenas envolvendo Josafá e Mercedes, então, parecem diminuir a cada capítulo. Quando aparecem, servem apenas para que Mercedes fale das “vozes” e adiante a próxima desgraça que se abaterá sobre algum personagem de O Outro Lado do Paraíso. Josafá é seu “escada”. Enquanto isso, Caetana segue no bordel, em cenas divertidas, mas que pouco acrescentam ao enredo.

Ou seja, na prática, os “medalhões” do elenco de O Outro Lado do Paraíso surgem sem função nenhuma dentro da história que Walcyr Carrasco pretende contar. Claro, sempre que surgem, brindam o público com boas performances, mesmo quando o texto não ajuda muito. Mas é uma tristeza ver uma Fernanda Montenegro entrando em cena apenas para falar de suas “vozes”, em situações cada vez mais repetitivas.

Patrícia Abravanel no Topa ou Não Topa é uma boa ideia do SBT

*As informações e opiniões expressas nessa crítica são de total responsabilidade de seu autor e podem ou não refletir a opinião deste veículo.

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