Roberto Justus
Roberto Justus comanda A Fazenda 9 (Foto: Reprodução/ Record TV)

Na reta final de A Fazenda – Nova Chance, fica claro aos olhos do público que Roberto Justus, definitivamente, não é um bom apresentador para o programa. Robótico e sem jogo de cintura, Justus não consegue criar um envolvimento junto aos participantes, e nem sabe se colocar como um intermediador entre a audiência e a competição. Nada muito diferente do que faz também em Power Couple, diga-se.

Na verdade, Roberto Justus só parece ter perfil mesmo para O Aprendiz. No reality empresarial, Justus fazia o tipo chefe implacável, capaz de fazer duras avaliações junto aos seus “aprendizes” e de demiti-los sem dó, quando era preciso. É um tipo que ele fazia muito bem, até porque o apresentador veio deste meio. Ou seja, estava em seu habitat natural. Claro, Justus era um pouco personagem ali, mas um personagem que ele fazia bem. Era orgânico.

Já em A Fazenda, ele surge completamente deslocado. Primeiro, porque ele realmente não combina com aquele ambiente. Segundo, porque o excesso de texto não o ajuda a se soltar. Terceiro (e mais importante), porque Roberto Justus não conseguiu criar uma empatia no comando da atração. Basta comparar com o Big Brother: enquanto Pedro Bial e Tiago Leifert praticamente vivem toda a emoção do jogo, Justus o faz com distanciamento.


A emissora poderia estudar um novo nome para A Fazenda, caso continue mesmo apostando no reality rural. Marcos Mion, que foi muito bem em A Casa, seria o nome mais óbvio dentre os presentes no cast do canal. Caso não seja possível, era hora de buscar um nome no mercado. Porque Roberto Justus, definitivamente, não se enquadrou ali.

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