Divertido, Ding Dong se torna imprescindível no Domingão do Faustão

Faustão
Faustão (Reprodução)

A longevidade do Domingão do Faustão traduz bem a capacidade do programa de Fausto Silva se reinventar. Nestes quase 30 anos no ar, a atração já fez uso de tudo quanto é tipo de formato e quadro, conseguindo manter o interesse do espectador. Mesmo nos momentos em que penou no Ibope, Fausto conseguiu dar a volta por cima e se colocar.

Atualmente, um dos quadros de destaque que compõe o programa é o Ding Dong. Fora do ar por alguns domingos em razão do horário de verão, que encurtou o Domingão do Faustão, o quadro retornou ontem (05) aproveitando uma pausa da Dança dos Famosos, outro acerto do programa. Trata-se de um game musical simples, no qual os participantes precisam adivinhar que música está tocando ao som de campainhas. Ou seja, nada muito diferente do que Silvio Santos fazia em seu lendário Qual É a Música?, mas, sem dúvidas, um jogo irresistível para o espectador.

O diferencial do Ding Dong, no entanto, é a presença do intérprete da música em questão, que vai ao palco cantá-la. Com isso, além de um game, o Ding Dong é, também, um quadro musical, que reverencia cantores e compositores de ontem e hoje, fazendo um interessante trabalho de resgate e valorização da música popular brasileira. Num momento em que programas musicais já não são mais constantes na telinha, o Domingão do Faustão conseguiu abrir este espaço ao mesclar seus números musicais e uma competição, deixando tudo mais saboroso para quem assiste.


Quando estreou, Ding Dong trazia covers de astros nacionais e internacionais, vivos ou mortos. Mas logo abriu mão dos covers para trazer os próprios artistas, o que deu substância ao quadro. A fórmula deu tão certo que passou de quadro de temporada do programa para atração fixa, perdendo espaço apenas neste momento de mudança de horário. O retorno na noite de ontem serviu para mostrar que, hoje, o Ding Dong é um dos quadros essenciais do Domingão do Faustão. E que há de ter vida longa.

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