Especial sobre Chacrinha evidencia que programas de auditório deixaram a alegria de lado

Gravação do especial Chacrinha, o Eterno Guerreiro reúne apresentadores e cantores nos Estúdios Globo
Especial Chacrinha, o Eterno Guerreiro (Divulgação/Globo)

Nesta quarta-feira (06), a Globo exibe Chacrinha – O Eterno Guerreiro, programa em homenagem ao centenário de Abelardo Barbosa que já foi transmitido pelo Viva.

Um dos principais nomes da TV brasileira, Chacrinha fez história no veículo ao levar alegria para o público, com inúmeras apresentações musicais e seu jeito descontraído de comandar as atrações.

O animador até hoje é lembrado por seus bordões, de Terezinha ao bacalhau, e de frases que continuam fazendo sentido, como “na TV nada se cria, tudo se copia”.


E o especial, no qual mais uma vez Stepan Nercessian dá show como o Velho Guerreiro, ficou evidente o lado sombrio dos atuais programas de auditório do país, que preferem apostar em chororô por audiência fácil.

São raros os casos em que a alegria predomina, como o Altas Horas e Domingão do Faustão. Mesmo o Eliana, cuja apresentadora adora falar que o semanal só tem alegria e é para a família brasileira, adora ajudar pessoas carentes por longas horas. E Silvio Santos? Diverte, mas em meio a muitas grosserias que são dispensáveis.

O especial de hoje, bem feito, deixa no ar um gostinho de quero-mais. Vale a pena dar continuidade à ideia, não com formato fixo, mas porque Chacrinha merece ser sempre revisitado.

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