Estrelas Solidárias seria melhor com menos episódios

Angélica no Estrelas Solidárias (Divulgação)
Angélica no Estrelas Solidárias (Divulgação)

No início deste ano, a direção da Globo anunciou que o Estrelas, programa das tardes de sábado apresentado por Angélica desde 2006, passaria a apostar em temporadas temáticas. A ideia era que cada uma das temporadas durasse cerca de três meses. A primeira delas, Estrelas Solidárias, que mostra celebridades e Angélica fazendo trabalhos voluntários em diferentes projetos pelo Brasil, estreou em abril. Ou seja, lá se vão quase cinco meses de ações sociais.

A ideia de tentar novos formatos para o Estrelas é bastante positiva. E a “temporada de solidariedade” teve seus acertos, pois mostrou diversos projetos sociais interessantes que acontecem no Brasil. Com a temática, Estrelas Solidárias conseguiu mostrar histórias emocionantes, mas sem descambar para o assistencialismo exacerbado. Pelo contrário. O tom otimista do programa conseguiu passar boas mensagens.

Entretanto, Estrelas Solidárias seria melhor se tivesse apenas cerca de 12 episódios, número que a Globo costuma trabalhar com a maioria de seus programas de temporada. Passado algum tempo, a atração começou a ficar extremamente repetitiva. Por mais que variasse os projetos mostrados e seus convidados, Estrelas Solidárias não conseguiu fugir da fórmula esquemática. E o interesse arrefeceu.

Felizmente, há uma luz no fim do túnel. A direção da emissora já marcou a data do episódio final da temporada do Estrelas Solidárias para o dia 19 de agosto. A partir do dia 26, o Estrelas lança uma nova safra, intitulada Estrelas do Brasil. Na nova fase, segundo o jornal Estado de S. Paulo, Angélica apresentará pessoas que se destacam nas cidades onde mora, seja pela gastronomia, arte popular, música ou pelo serviço que executam. As gravações começaram na última semana, em Belém do Pará, e já estão confirmadas as participações de Andreia Horta, Paulo Betti, Fafá de Belém, Bruno Gissoni, Maria Flor e Eriberto Leão.

Continuo achando um desperdício Angélica não comandar um programa de auditório. Exímia animadora, a artista é subaproveitada no Estrelas. Porém, vejo com bons olhos as tentativas de se oferecer algo a mais no programa da loira, afinal, são 11 anos no ar com praticamente o mesmo formato de sempre. Buscar novidades é sempre válido.

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