Conversa com Bial foi o principal acerto da Globo este ano

Conversa com Bial
Pedro Bial no cenário do Conversa com Bial (foto: Divulgação)

Passados mais de dois meses da estreia do talk show Conversa com Bial, já se pode afirmar, sem medo de errar, que a atração foi o grande acerto da Globo no ano até aqui. O programa resgatou a essência de um bom programa de entrevistas, colocou Pedro Bial numa posição muito mais interessante do que nos tempos de Big Brother Brasil e, ainda, conseguiu renovar as madrugadas da TV brasileira, atualmente tomadas por late shows “engraçadões”.

Conversa com Bial acerta por fugir de um formato excessivamente esquemático. Apesar do clássico “sofá – bancada”, o programa consegue se mostrar sempre diferente, em razão dos assuntos propostos nas entrevistas. Ao receber mais de um convidado por dia, mas sem dispensar nenhum em cena, o programa traduz com perfeição o seu nome e se torna, de fato, uma boa conversa. Em clima de bate-papo, são levantados bons assuntos, todos muito bem mediados por Pedro Bial. O apresentador, aliás, equilibra muito bem suas porções jornalista e animador, imprimindo personalidade ao talk show que assina.

O programa, ainda, surfa nesta “nova Globo”, mais desprendida de regras engessadas. Na última quarta-feira (12), por exemplo, Pedro Bial recebeu a atriz e apresentadora Monica Iozzi. O programa, claro, foi absolutamente divertido, já que Monica é extremamente inteligente e bem-humorada, e Bial conseguiu extrair o melhor dela. Tanto que foi uma das raras edições em que houve apenas um convidado diante de Bial. A conversa rendeu justamente porque Bial e Monica falaram sobre absolutamente tudo, sem amarras, da carreira dela na Band às suas posições políticas.


Muito do bate-papo foi sobre a estadia de Monica Iozzi no CQC, da Band. Bial perguntou sobre o concurso que ela participou e ganhou, conquistando uma vaga no programa da concorrente, e sobre suas aventuras em Brasília, na época em que era repórter de política do humorístico. Além disso, o Conversa com Bial relembrou a estreia de Monica na Globo, como “ombudsman” do Big Brother, e a atriz não titubeou ao afirmar que não assistia e não gostava do programa. Bem ali, diante de Pedro Bial, que comandou nada menos que 16 edições do BBB. Por fim, falou de suas posições políticas, várias delas bem contrárias ao que o senso comum pensa a respeito das posições políticas da própria Globo.

Fazia falta um programa que fosse divertido, informativo e que, acima de tudo, soubesse valorizar seus convidados e aprofundar as temáticas que se pretende discutir. Conversa com Bial vem conseguindo fazer tudo isso. E com louvor.

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