Regina Duarte
Helena e Eduarda (Divulgação/ TV Globo)

O tempo não costuma passar para as novelas de Manoel Carlos, muito focadas no cotidiano, e com Por Amor não poderia ser diferente.

Reapresentada pela segunda vez no Viva, a trama, que completa 20 anos desde sua estreia, não dá qualquer sinal de envelhecimento. Inclusive, muitas questões sociais continuam – infelizmente – em debate.

Como exemplo, Marcia, personagem de Maria Ceiça que engravida e tem a criança rejeitada pelo marido, que aceita uma esposa negra, mas não um herdeiro. Nesta semana, foi ao ar o momento em que ele a empurra da escada.


Outra temática importante é o alcoolismo, que voltou a ser tratado por Manoel Carlos anos depois, em Mulheres Apaixonadas, desta vez através do Orestes, um querido senhor que se deixa levar pelo vício e marcou a carreira de Paulo José.

Mas o ponto alto mesmo desse grande sucesso do Maneco são as relações entre Helena (Regina Duarte) e a filha Eduarda (Gabriela Duarte) e os homens que elas amam, Atílio (Antonio Fagundes) e Marcelo (Fabio Assunção), respectivamente.

Logo nos primeiros dias, o público já viu o surto da mocinha [chata] ao empurrar Laura (Vivianne Pasmanter) na piscina, mesmo estando em uma cadeira de rodas. O momento é considerado histórico da teledramaturgia nacional.

A produção está apenas começando e, apesar da terceira reprise – uma na Globo – e de o Viva ter perdido a chance de selecionar uma obra ainda não apresentada pelo canal, sempre vale a pena rever Por Amor.

Por Amor é ótima, mas o Viva erra ao não escolher uma novela ‘inédita’

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