Sem Volta não empolga, passa despercebida e deve fazer jus ao nome

Sem Volta
Sem Volta (Record TV/Reprodução)

A Record TV tentou, mas não foi desta vez. Sem Volta prometeu, entrou com fôlego em seu primeiro capítulo no roteiro e em outros aspectos, mas tropeçou e não empolgou o público brasileiro. Com episódios estacionados em torno dos 6,5 de audiência no Ibope desde a estreia, a série fracassou ao tentar conquistar o público.

Com overdose de violência nos episódios, flashbacks fracos e confusos, distribuídos em um enredo parado em poucas ambientações (o que não deu ideia de movimento), Sem Volta cansou o telespectador que se lançou a ver os 13 episódios. Isso sem falar na minissérie Dois Irmãos, que roubou a cena e ofuscou qualquer tentativa de brilho da concorrência.

As explicações também podem ser muitas outras: ou o público brasileiro que assiste às emissoras de TV aberta (e até fechada, a depender do canal) não é o mesmo que se liga nas séries americanas, ou a fidelização de horário não é mais tão frequente (e, por isso, serviços da web, como Netflix, dão certo), ou qualquer coisa que fuja do padrão a que está acostumado o telespectador seja jogada para escanteio, ou tudo isso e mais um pouco.


Com modéstia, a trama cumpriu o papel que tinha de desempenhar: o de apenas tentar algo que talvez nem mesmo a própria série, a Record TV ou o público saiba o que é, mas tem noção de que é algo novo e ainda estranho. De modo geral, Sem Volta perdeu seu potencial, passou despercebida e deve fazer jus ao nome, talvez até para produções similares.