Pesadelo na Cozinha mostrou-se uma versão menos gostosa do MasterChef

Será que engata? (Foto: Reprodução/ Band)

A Band está apostando mais uma vez na famigerada fórmula que a salvou do ostracismo total no horário nobre. A estreia do Pesadelo Na Cozinha tinha tudo para ser algo interessante, saboroso e aprazível de se acompanhar. Tinha.

Comandado pelo chef Erick Jacquin, a atração iniciou com fôlego. Muitas brigas internas. Um dono de restaurante no limite de seu estresse, e um casamento sendo interferido pelo lado profissional. Parecia até enredo de novela mexicana de tão intenso, com o tempero especial de gritos, palavrões e lágrimas.

Ao contrário do glamouroso MasterChef, o programa pecou pela forma crua em que fora exposto. Notava-se o início dos blocos sem uma introdução para deixar o telespectador por dentro do que estava acontecendo. Via-se conflitos, entretanto, não se sabia a causa dos mesmos. De onde vinham e para onde iriam.


Resume-se como uma versão menos gostosa da atração comandada por Ana Paula Padrão. Parafraseando a famosa frase da personagem Regina George de “Meninas Malvadas”, essa foi a impressão deixada no primeiro episódio de Pesadelo Na Cozinha.

Novidades (Foto: Reprodução/ Band)
Novidades (Foto: Reprodução/ Band)

Dizem que a primeira impressão é a que fica. Mas é preciso degustar com mais cautela, menos rapidez, por que a comida não sairá correndo da mesa. Um bom apreciador de programas de culinária vai saber se a atração estará ótima de se ingerir, ou excelente para se jogar no lixo.

A saturação dos formatos de programas gastronômicos está visível. A emissora investe nesse quesito. O gênero está sendo explorado à exaustão. Chegará um momento em que a fonte vai secar. Até a Rede Globo com o seu antigo Big Brother Brasil, sabiamente entende a necessidade de se descansar a imagem do formato para se permanecer na linha tênue da meta de audiência estipulada pelos diretores.

Não se faz as coisas apressado. Essa é a grande lição do dia. Muito embora seja uma frase incansavelmente repetida e até clichê, sabemos que a pressa é a grande inimiga da perfeição. E perfeição não foi a palavra mais correta a ser utilizada sobre o Pesadelo Na Cozinha.

Por: Paulo Henrique Lima