Ligações Perigosas tem qualidade de produções cinematográficas, mas decepciona nas cenas de sexo

Ligações perigosas

A recém estreada Ligações Perigosas da Rede Globo, que teve seu primeiro capítulo exibido na segunda-feira (04), mostrou que veio para esbanjar tecnologia e fotografia impecável.

A minissérie, baseada no romance do francês Choderlos de Laclos, já teve diversas versões para o cinema estrangeiro e chega às telinhas brasileiras com algumas adaptações, como por exemplo, o lugar em que a história se passa.

Ao desembarcar no Brasil a série ganha vida na fictícia cidade de Vila Nova, com ares progressistas e o charme europeu do século 20 e muitas das cenas foram gravadas na Patagônia, fazendo com que o telespectador pense que ela pode estar se passando em qualquer lugar do mundo.


Logo de início é possível perceber que Patricia Pillar e Selton Mello são os personagens que darão movimento a obra – que foi escrita por Manuela Dias e com direção-geral de Vinícius Coimbra – ela dá vida a Isabel D’Ávila de Alencar, e ele a Augusto de Valmont, ambos mestres na arte da sedução.

Na trama, Isabel e Augusto mostram que não possuem pudor e trocam cartas recheadas de intenções. Além disso, eles também são parceiros e costumam dividir a cama em alguns momentos.

Mas, para alguns jornalistas e formadores de opinião, Ligações Perigosas vem mais “puritana” do que o esperado. As cenas de sexo que foram exibidas até agora não são quentes quanto à de outras minisséries já exibidas pela emissora, a sensualidade está implícita.