Mundo Pet agrada mas não emplaca na audiência


Mundo Pet Luiza Mell Maisa Silva Carla Fioroni

O novo programa do SBT sobre animais, Mundo Pet, estreou no domingo (12) e não foi bem de audiência. Comandado pela jovem Maisa Silva e pela atriz Carla Fioroni, com participação de Luiza Mell, a atração exibida das 9h às 9h45 rendeu apenas 3.7 de média, e 5 de pico, o que garantiu apenas o terceiro lugar, atrás de Record com 4,7 e Globo com 7 pontos.

No segundo episódio, domingo (19), a situação piorou um pouco mais e Mundo Pet marcou apenas 3,2 pontos de média, mas empatou na vice-liderança com a Record. A Globo liderou com 7 pontos.


Apesar da ideia de um programa sobre animais de estimação ser boa, o que pesa contra o sucesso da atração é exatamente o dia e horário, Domingo de manhã, o share, número de televisores ligados, é baixíssimo e os poucos que assistem TV nesse horário optam pelo já tradicional esporte.

Do ponto de vista comercial, Mundo Pet, um formato da Freemantle, é uma boa sacada. Os pets movimentam uma fatia gorda do mercado e a tendência é de crescimento. Propagandas de produtos e serviços para cães, gatos e outros bichos de estimação é o que não vai faltar.

Na primeira temporada do programa serão 13 episódios. Entre os quadros estão “Dicas de Adestramento”, “SOS Pet”, “Meu Pet Ideal” e “Resgatando Vidas”, além de vídeos engraçados de animais.

Maisa Silva encaixou bem como apresentadora do Mundo Pet, talentosa e não mais aquela menininha de cachinhos, que apresentava o Bom Dia & Cia, ela deu conta do recado. Carla Fioroni, apesar de pouco convencional, usou seu lado atriz, que é muito bom por sinal, para cumprir a missão de apresentar. Luiza Mell já é experiente quando o assunto são animais. Figurinha carimbada e ativista, ela sabe falar sobre os bichinhos como ninguém, embora exagere no tom. Quem se lembra da choradeira que ela aprontava ao resgatar animais em outros programas que ela já apresentou, sabe bem do que estou falando.

Mas enfim, no quesito apresentadores o Mundo Pet está bem servido, os quadros também, apesar de clichés. Sejamos justos, não tinha muito como fugir deles mesmos e bem ou mal recheiam o programa.

Cenário bem cuidado, externas dignamente realizadas, um mix de jornalismo e entretenimento, o programa tinha tudo para ir bem melhor, não fosse o dia e horário ingratos.

Mas se não fosse aos domingos, de manhã, quando seria? Difícil encaixar uma atração do tipo em outro dia. Sendo assim, o que não tem remédio, remediado está!