Tá na Tela estreia sem grandes novidades


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O programa Tá na Tela apresentado por Luiz Bacci estreou na última segunda-feira (04)  e com uma semana no ar é possível fazer as primeiras análises. A atração que tinha como objetivo alavancar a audiência  nas tardes da Band, não fez muito diferença no quesito ibope, o programa teve média geral de 2,8 pontos (Cada ponto equivale à 65 mil televisores ligados em São Paulo),  em alguns raros momentos conseguiu ficar na vice-liderança, mas na média geral amargou o 4º lugar, mesmo na semana de estreia não representou um perigo para concorrência.

O Tá na Tela, não trouxe grandes novidades na semana de estreia, estava repleto de pautas já abordadas por outros programas, como o famoso caso do funkeiro MC Daleste, que foi assassinado durante um show no ano passado, o homem mais tatuado do Brasil, que já foi pauta no Balanço Geral, programa que Bacci apresentou na Record. O misterioso sumiço da atriz Ana Paula Arósio que desapareceu dos holofotes, assunto que já foi abordado por inúmeros programas e que nenhum deles chegou a conclusão alguma, até porque a atriz preferiu o silêncio. O fã que afirma que Michael Jackson está vivo também esteve presente na atração, assunto que não é mais novidade para ninguém. O programa contou ainda com reportagens com  histórias de personagens curiosos do Brasil e deu pouco espaço para o jornalismo factual ao vivo e exagerando no suspense  misturando todos assuntos sem finalizar nenhum, tudo isso com objetivo de segurar ao máximo o telespectador na frente da tela.


Bacci tem presença de palco, sabe dominar uma entrevista, talento não lhe falta, mas o que chama atenção é o apresentador tentando imitar Silvio Santos, nunca escondeu que quer ser o novo Gugu e que se inspira em Silvio Santos. O apresentador quando migrou da Record para Band exigiu que seu programa tivesse plateia, para interagir com ela, assim como faz Silvio Santos, se esforçou, mas a plateia de Bacci não ajudou, as convidadas do apresentador pareciam estar pouco a vontade no programa e quando tinham que participar não rendiam, mas o apresentador não desistia e fazia questão de interagir com sua plateia.

O cenário lembrava muito os antigos programas de Márcia Goldsmith na Band, com o tom avermelhado. A comentarista do programa Marilei Schiavi não mostrou a que veio, tem comentários óbvios e o que fala não acrescenta em nada para o telespectador, se a tentativa era tornar a jornalista como a ‘Percival de Souza’ da Band não está funcionando, sua participação no programa está sem função e genérica demais.

As reportagens internacionais foram o ponto alto da atração, como o local onde a cantora Whitney Houston foi encontrada morta e as imagens de Neverland, a terra de Michael Jackson, essas podem ser consideradas as novidades do programa.

De fato o Tá na Tela é um programa caro que tem um alto investimento com reportagens internacionais, helicóptero sobrevoando São Paulo  ao vivo e uma grande equipe de repórteres. A questão que fica é se o programa sobreviverá tendo um alto custo e um baixo retorno em termos de audiência.