Novo Fantástico abusa da tecnologia e peca no conteúdo


A expectativa era grande para a estreia do novo e tecnológico formato do Fantástico. Ha quarenta anos no ar, a revista eletrônica dominical da Globo quis mostrar que está antenada na modernidade e em busca de renovação, estreou neste domingo (27) suas novidades.

Não restam dúvidas que visualmente o programa ficou mais bonito, mas o que dizer do conteúdo apresentado? Informalidade é a bola da vez, apresentadores se movimentando e interagindo com o público e colegas de trabalho, tudo isso em uma redação-estúdio, com palco, auditório, telão, sofá, robô e cavalinhos falantes. Muita ostentação e pouco resultado.

Na tentativa de se aproximar do telespectador, o fantástico se afastou ainda mais. No Ibope, as mudanças não surtiram efeito. Na prévia, deu 16,5 pontos, contra 12,1 da Record, 9,0 do SBT e 4,8 da Band.


Tentar mostrar ao público os bastidores e como funciona toda a engrenagem do noticiário, incluindo reuniões de pauta, fizeram do programa cansativo e sonolento. Falta vitalidade, arrojo e veia jornalística ao Fantástico, atualmente pode-se dizer que jornalismo mesmo é quase nada na atração. Apresentadores engraçadinhos, não acrescentam e não aparenta naturalidade e sim forçação de barra.

A Globo esquece que mais do que um programa visualmente bonito, o público quer conteúdo, de nada adianta a mais avançada tecnologia se usada inadequadamente. Grandes reportagens, denúncias, matérias exclusivas e entrevistas reveladoras. Isso sim seria Fantástico!