O SBT estreou na noite desse sábado (8) o Arena SBT, o programa era aguardado como uma novidade para um dia tão sem opção para o telespectador da TV aberta, mas foi, de certa forma, uma decepção. Longo, arrastado, roteiro ruim, sem graça e com certa falta de entrosamento entre os integrantes, a atração não foi bem em audiência e também não agradou a crítica.

Comandado por Thomaz Rafael, Smigol e Lívia Andrade o trio parecia perdido e sem naturalidade, era nítido que eles estavam fora de sintonia. As tiradas de humor de Alexandre Porpetone, foram a melhor parte, com imitações bacanas ele merece ganhar mais espaço. Havia até uma espécie de sombra do Ratinho, chamado Gavião, mas que não faria falta caso não estivesse ali.

A repórter Juliana Franceschi até tentou impor um ritmo mais descontráido nas matérias, mas ficou forçado, sem contar um erro que aconteceu na inversão da imagem e na canopla do microfone, que estava com o nome antigo, Estádio SBT. Edmilson, coitado, como jogador foi ótimo, mas como repórter não dá, falta muito ainda, tem que treinar bastante para ganhar mais naturalidade.


Os convidados Roberto Cabrini, Andrés Sanches e Gabriel O Pensador, até certo ponto do programa pareciam ser meros espectadores, cheguei a pensar que entraram mudos e sairiam calados. Até que em determinado momento, quando já havia se passado quase duas horas da atração, é que começou uma interessante discussão sobre torcidas organizadas. O Pensador cantou, ou melhor dublou e, depois rescitou uma letra em protesto, até que foi legal. Havia até uma banda a FDP, que também poderia ser melhor explorada.

A reportagem de Lívia Andrade no Juventus não mostrou nada, não adianta querer fazer graça sem conteúdo. Smigol no Itaquerão idem, muito exagero e pouca informação. Se tentaram misturar esporte com humor, fizeram bem mal feito. Uma pena, o empenho do diretor do Arena, Márcio Esquilo e do diretor de planejamento artístico e criação do SBT, Fernando Pelégio, foram grandes, mas talvez a concepção do projeto tenha fugido à ideia original.

O cenário em cores gritantes e a plateia, foram outro ponto positivo, coerente com o estilo do programa, que se propõe a trazer alegria para o sábado à noite. Pode-se dizer que o Arena SBT parece uma mistura de Esquenta, Pânico, Legendários, Corujão do Esporte e CQC, jogaram tudo isso em um Caldeirão e saiu algo meio indefinido.

A audiência foi pífia, marcou média de 2 pontos e chegou a ficar atrás da Rede TV!, sinal que o público também não aprovou. Mas nem tudo está perdido, se permitem algumas sugestões, reduza o tempo do programa, mais de 2 horas no ar é muito tempo, menos apresentadores no palco, menos convidados, foco em um determinado assunto por programa, reportagens mais dirigidas, e um bom espaço para o humor, talvez assim o programa emplaque com o tempo.

De qualquer maneira acho válida a intenção do SBT em valorizar o sábado, criando e testando novas fórmulas para um dia tão sem investimentos em outras emissoras. É só ajustar melhor a fórmula do Arena, que é totalmente possível agradar quem busca uma alternativa para esse dia da semana.