Juliana Paes desabafa: “No meu casamento, o ciúme é o último item da nossa lista”

Juliana Paes
Juliana Paes (Divulgação)

Juliana Paes está feliz da vida! No papel de uma diretora executiva de uma revista de moda, a estrela confessa que não a vê como uma vilã, e, sim, como uma mulher que luta pelo que é seu. “Eu não vejo a Carolina como uma vilã. Eu a vejo mesmo como uma antagonista. Vilão é aquele que pratica maldades. Eu não vejo a personagem praticando maldade. Ela não pensa em matar ninguém, e nem acabar com a vida de ninguém. Ela quer cuidar da própria vida. Agora, se alguém atravessar o caminho dela, tudo muda”, relatou a profissional.

Confira a conversa:

A Carolina vive um relacionamento meio conturbado com o personagem do Fábio Assunção. Conte-nos um pouco disso?


“Pois é! O relacionamento dela com o Arthur é meio vai e vem. Ela sempre esbarra no Arthur. E, tem certeza de que ele pode ser o pai do filho dela. Ela acha isso de fato. Ela tem um sonho em se tornar mãe. E, ele foge, foge, foge. Não sei se eu posso contar tudo. Ai, meu Deus!”

Você é uma pessoa que praticamente cresceu nesse mundo de glamour. O que a Juliana Paes emprestou para a personagem?

“A Carolina é uma personagem muito diferente de mim. Eu tenho uma personalidade muito cordial, agradadora, etc. A Carolina não faz o menor esforço para agradar. Ela vai sorrir quando isso for interessante somente a ela. Se ela for conseguir alguma coisa com isso. Eu normalmente sou uma pessoa sorridente. Adoro estar em contato com as pessoas. A personagem é uma mulher que tem um certo distanciamento das pessoas. Então, eu não acho que ela tenha qualquer característica minha. Não posso lhe dizer que eu trouxe isso da Juliana. Ela é diferente demais de mim.  Acho que a única coisa que temos em comum é o desejo da maternidade. Eu tive em um certo momento bem fortemente. E, ela também.”

Toda mulher acaba tendo esse desejo da maternidade?

“Olha, eu não sei se toda mulher. Mas, acho que a grande maioria tem esse desejo. Sonho com esse momento. Ou já cogitou essa possibilidade em algum momento da vida. Eu tenho algumas amigas que optaram não ter filhos. Mas, acho que esse drama de Carolina é um drama contemporâneo. O momento de você se sentir bem profissionalmente, de se sentir bem como mulher e achar que aquela é a hora de ter filho e ainda não tem esse companheiro. De não ter encontrado essa pessoa para dividir esse momento. Hoje em dia, as pessoas se tornam mães, cada dia mais tarde. Eu acho que a Carolina tem mais de 35 anos. É nessa hora que bate essa vontade de se tornar mãe (risos).”

Sua primeira vilã. Como está sendo essa preparação?

“Eu não vejo a Carolina como uma vilã. Eu a vejo mesmo como uma antagonista. Vilão é aquele que pratica maldades. Eu não vejo a personagem praticando maldade. Ela não pensa em matar ninguém, e nem acabar com a vida de ninguém. Ela quer cuidar da própria vida. Agora, se alguém atravessar o caminho dela, tudo muda. É o que acontece mais para frente. Quando ela ver que esse príncipe encantado, que ela pensa em ter um filho com ele, se encantando por uma jovem modelo… Ai, ela bota as garrinhas de fora.”

Esse ano foi muito corrido para você. Gravou série e se dedicou as gravações da trama. Como você concilia isso tudo com a maternidade?

“Essa vida que todo mundo acha que é um glamour só. Mas, não é só isso. A gente fica muito angustiada. Eu agora, quase me atrasei, porque o Antônio acordou e queria ficar no meu colo. E, aí?  Eu fiquei com ele mais um pouquinho. Ai, você deixa de fazer uma coisa e outra. Deixa de colar um cílio e vai (risos). É mais ou menos isso. A gente sempre deixa de fazer alguma coisa. Sempre fica algo no meio do caminho. E, no final dá tudo certo.”

Você sente alguma culpa?

“Às vezes sim. Quando tem semanas que eu não consigo compensar. Tem semanas que eu consigo compensar. Então, eu trabalhei 12 horas, e, amanhã irei busca-lo na escola, ou vou levar. Mas, tem semana que a gente não consegue compensar. A culpa vem mesmo.”

Pretende ter mais filhos?

“Agora, só quero os dois. Não quero menininha por enquanto não. Definitivamente, agora não.”

Você gravou na Austrália. Como foi passar esses dias longe dos meninos?

“A tecnologia tem seus pontos negativos. Mas, você falar no Skype é um ponto positivo. A gente matou saudade através desse meio. E, foi incrível. Mas, o começo de gravação é tão intenso também. Que foi bom eu ter podido ficar esse tempo longe de casa. E, gravar as primeiras cenas na Austrália sem a presença das crianças. Porque me deu um respiro. Foi bom!”

O que você achou da Austrália?

“Gente, aquele lugar é divino. Fiquei bem impressionada. Todo mundo fala que Austrália é o Rio de Janeiro que deu certo. As pessoas adoram falar isso. Eu já tinha escutado isso algumas vezes. E, não entendia bem. Os australianos têm um pouco de nossa ginga. Eles são receptivos. Não tem a dureza do americano. Eles são muito calorosos. Adorei!”

Você experimentou alguma comida típica?

“Então, a comida  é algo que eu não vou poder falar muito. A gente comia sempre nos buffets das gravações. Então, não tem muito o que falar. Mas os lugares são incríveis!”

Você é gastadeira? Trouxe mala extra?

“Então, eu comprei de umas marcas australianas mesmo. Isso eu fiz questão. Porque a gente sempre quer usar alguma coisa diferente. Eu procurei uma pessoa lá, que trabalha com figurino, que me levou para fazer umas comprinhas num dia de folga. Em umas lojas que eram sensacionais. A Fernanda Motta foi comigo. A gente se deu bem. Tinha muita coisa bonita.”

Você é uma pessoa consumista?

“Que mulher que não é? Eu sou!”

Como está sendo o bazar solidário que você irá fazer com a Preta Gil no final do ano?

“E, olha, que cada vez mais, eu estou me desprendendo das coisas. Todo final de ano, eu separa várias peças e doou par algum bazar. Esse ano eu me juntei com a Preta Gil. E iremos fazer um bazar juntas. Gente, eu nunca tirei tanta roupa do meu armário. 50% do meu armário está indo para o bazar. Acontecerá no final do ano. O bazar vai arrebentar!”

O que podemos esperar de Totalmente Demais?

“Podemos esperar uma novela linda, uma novela plasticamente bonita, com personagens bem marcantes. Sem qualquer tipo de estereótipo. Personagens que não são nem bom, nem mal. São figuras da vida real. Então, acho que podemos esperar uma trama que as pessoas irão se identificar. Quando os personagens estão bem construídos, existe uma identificação. A gente está apostando que as pessoas se identifiquem com esses personagens.”

É verdade que você se inspirou na Miranda Priestly, do filme O Diabo Veste Prada, para construir a sua personagem?

“Claro que existe uma inspiração no universo desse filme. Que é obvio. Que vocês conseguem ver aqui nos cenários. Mas, a Carolina tem uma espiral de acontecimentos bem diferentes da Miranda do filme. Mas, esse universo tem haver com o universo do filme. Em termo de personalidades são bem diferentes.”

Você disse que a personagem é insegura, né? Você se sente insegura em relação ao seu marido?

“Eu não falei que ela é insegura. Eu falei que a aparição da personagem da Marina irá mexer um pouco com ela. Ela vai ficar incomodada, sim. Com essa aproximação de Eliza (Marina Ruy Barbosa) e Arthur (Fábio Assunção), a Carolina vai ficar bem irritada. Amor, eu sou a primeira pessoa que fala para ele (seu marido), que uma mulher é bonita. Antes de dar a chance dele se animar. Imagina!?!? Você acha que eu vou dar essa chance? Graças a Deus, na minha vida intima, nós somos muito bem resolvidos com essa coisa toda. A gente briga por muitas coisas. Eu não vou te falar que eu tenho uma vida perfeita com o meu marido não. Mas, o ciúme é o último item da nossa lista.  Nem de um lado, nem de outro. Acho que no começo, talvez um pouco. Mas, a gente já está há doze anos juntos. Então, essas arestas a gente já aparou. Não tem mais espaço para isso.”

A novela Celebridade comemorou doze anos. Qual a representação dela em sua carreira?

“Foi uma novela que me deu uma grande projeção. Tenho um carinho enorme por ela.”

Após Gabriela, Meu Pedacinho de Chão e Dois Irmãos, você volta à tevê diferente?

“Olha, eu estava pesando nisso esses dias. De fato ter feito esses dois últimos trabalhos, que é um processo mais artesanal e tal. Que é de composição de personagens. Antes disso, eu tinha vivido Gabriela. Então, são personagens de época, que acabei me dando conta que eu vivi. E, essa mulher contemporânea, tinha tempo que eu não fazia. Para mim, foi um pouco interessante, chocante e tal. Fazia um tempo que eu não me via assim. Uma mulher atual, uma mulher desse tempo. E, acho que foi bom. Eu volto sim com um pouco mais de maturidade e com um pouco mais de entendimento sobre como o ator pode fazer televisão de várias maneiras.”

O que você considera totalmente demais?

“Ai, caramba! Para mim, totalmente demais é sorrir.”

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André RomanoPor André Romano
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