Noveleira sim, e daí? É o último capítulo?

Atena e Romero A Regra do Jogo

A sensação, nestas duas semanas de A Regra do Jogo é que todo dia é o último capítulo. Está tudo acontecendo de forma muito rápida, muitos segredos sendo revelados e parece que a novela vai acabar a qualquer momento. A estratégia é prender a atenção do telespectador a qualquer custo. Não é por menos, né? A faixa das 21h na Globo ainda está sofrendo de Trauma de Babilônia Crônico, mas como diz o ditado popular “Antes de casar, sara”.

No geral a novela está muito bacana, bem dirigida, textos rápidos, muitos temas, mas como nada nesta vida são só flores, vamos aos escorregões, afinal, novela que é novela tem falhas de verossimilhança.

O que foi a cena do Orlando (Du Moscovis) com parte da facção, todos armados, no meio do dia, em plena Copacabana? Ninguém notou? Ninguém na rua em uma das cidades turísticas mais visitadas no mundo?


Pelo menos, dessa vez, escritor da novela fez com que o jornalista gravasse as informações em um pendrive. Noveleiros de plantão vão se lembrar que em Avenida Brasil, do mesmo autor, a Nina chantageou a Carminha com fotos impressas que não foram salvas em nenhum outro lugar. OPS, ainda bem que eu ainda não escrevia sobre novelas naquele tempo.

As cenas com a Atena (Giovana Antonelli) continuam bem exageradas. Para mim, ela perdeu a mão e está pesando demais nas caras e bocas. A vilã tem quase um ar cômico. Ontem o escorregão foi na cena em que ela foi abandonada (literalmente) por Victor (João Baldasserini) no meio do nada. Como ela saiu de lá? Como conseguiu chegar ao centro do Rio de Janeiro? De salto? Sem uma gota de suor?

A novela ainda merece créditos de confiança e acho que vale continuar assistindo, e mesmo que não merecesse ainda tem o Alexandre Nero (suspiros) para segurar qualquer telespectadora grudada na televisão.

Por Geovana Capovilla
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