Fátima Bernardes faz um balanço dos três anos do Encontro


Prestes a completar três anos de seu Encontro, Fátima Bernardes conversou com o Observatório da Televisão, e falou um pouco de tudo. Confira o papo:

Três anos de Encontro

“Dia 25 de junho completamos três anos, e eu acho que isso é natural. Se pegar o primeiro ano de qualquer telejornal que eu apresentei e pegar três anos depois, também vamos ver uma evolução, se não tivesse com certeza seria muito desestimulante, então, eu mesma percebo que hoje, pra mim é muito mais tranquilo. No início foi muita novidade, tinha que ter domínio de um espaço diferente, que você circula, interage com a plateia, com um monte de câmeras, com diversas posições nos estúdios, enfim, acho que a gente vai melhorando”.


Dia a dia

“Todos os dias, quando terminamos o programa, nos reunimos rapidamente, ali no palco mesmo para não esquecer o que aconteceu, e fazemos os comentários do que pode ser melhorado, do que foi bem e do que não foi. Hoje, por exemplo, comemoramos a ida do Dr. Fernando ao telão, percebemos que essa ação faz muita diferença na hora que ele explica algum caso. Talvez o público não repare nestes pequenos ajustes, mas com certeza o resultado existe, pois tudo se torna muito mais confortável tanto para quem está assistindo como para quem está fazendo”.

Ao vivo

“O ao vivo me alimenta, eu sempre gostei de trabalhar ao vivo, então isso para mim sempre foi uma condição importantíssima na hora da mudança. Nunca tive esse nervoso de paralisar por ser ao vivo, mesmo na época que eu era repórter de rua”.

Público e convidados

“Quando eu pensava numa plateia e em convidar pessoas anônimas já era uma tentativa de não me afastar do público. Até no JN, virava e mexia lá estava eu na rua fazendo alguma coisa, porque sempre curti essa parte do trabalho. Eu sempre gostei de ouvir histórias e de contar histórias de pessoas e de vida. E percebo que aqui eu não deixei de fazer isso. Todo dia eu conheço alguém que vale a pena, eu fico sabendo de uma história que emociona, como essa que o Veras (Marcos Veras) trouxe do menino que foi a peça dele com problemas de audição, e apresentou aqui um novo aparelho que permite que ele ouça melhor, enfim… Pode ser caro ou não, o simples fato de poder informar sobre essa novidade, essa tecnologia que pode ajudar tanta gente, já é bacana. Eu adoro as histórias de anônimos, de famosos, histórias divertidas ou que emocionam”.

Evolução

“Nunca vai estar pronto, porque o programa é diário. Para ter ideia, a gente já fez mais de 720 edições, é muita coisa, são muitos programas e sempre tem algo que se ajusta. Acho que pronto, pronto não está, pois está sempre evoluindo e eu espero que isso não pare. O importante é que a essência permaneça que é o de ser um encontro de pessoas famosas e anônimas para conversar sobre problemas do dia a dia, curiosidades, novela, qualquer coisa, mas que se encontram para trocar ideias de uma forma muito igual”.

Emoção

“São muitas histórias, mas o fato de ter trigêmeos e entrevistar uma mãe que perdeu duas filhas na enchente de Teresópolis e depois disso tudo, saber que ela teve trigêmeos, me tocou muito. Estar com essa mãe, poder conversar com ela e depois ver os bebês pequenininhos e aqui no palco me emocionou muito. Teve uma outra história que foi a de um senhor que a mulher estava com Alzheimer. E ele contava que assim como ela cuidou dele, agora era hora dele cuidar dela, enfim, ele dava um abraço bom demais na mulher. Tão cheio de amor, que eu pedi um abraço dele, me tocou muito também”.

Apresentadora

“Acredito que as pessoas percebam mesmo isso. Acho que acontece principalmente para quem trabalha em televisão, na época do jornal Nacional, as pessoas sentiam quando eu estava com uma gripe ou mais abatida, por exemplo. Tinha gente que chegava a me ligar para saber se estava tudo bem. Acredito que o estado de felicidade e satisfação passe mesmo para o telespectador e estou muito feliz”.

Relação com William Bonner

“A gente se vê menos, mas temos assuntos muito diversos para contar, porque antes até tínhamos assuntos diferentes, porque cada um tinha uma atribuição, então cada um contava sobre seu trabalho, agora é bem diferente, hoje temos uma diversidade imensa de assuntos e isso é muito bom. Fica com mais curiosidade, mais troca. E acredito que o descansa mais ouvir minhas histórias, como me descansa mais ouvir as dele”.

Filhos

“Tem quase dois anos que ele está namorando. Mas é uma fase tão tranquila… Eu acho tão bom. A melhor coisa do mundo é saber que você colocou uma criança no mundo que está virando um adulto e que é capaz de despertar o amor em alguém. E a namorada dele é uma fofa, muito querida, isso ajuda. As meninas ainda não estão namorando, mas têm seus paqueras, eu acho, e eu dou espaço e deixo que elas venham contar (risos)”.

Trigêmeos na adolescência

“Eles ainda não têm carteira de motorista, então acho que isso alivia mais, porque quando vão ainda precisam que levem e apanhem. As pessoas sempre falavam dessa época, mas eu estou adorando. A gente conversa, a gente troca, eu estou achando essa fase muito legal. Vinicius quer fazer Engenharia Mecânica e Laura Psicologia, a Beatriz que ainda não se definiu. Os três tentaram o vestibular no ano passado para ver como era e passaram. Daí a Beatriz tentou para Arquitetura, mas não sei se é isso mesmo que ela vai querer fazer. Desejo que eles sigam a vida deles e sejam muito felizes com suas escolhas”.

André RomanoPor André Romano
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