O Outro Lado do Paraíso
Leandra (Mayana Neiva) em O Outro Lado do Paraíso (Divulgação/ TV Globo)

Leandra (Mayana Neiva) nunca escondeu o sonho de casar e virar dama da sociedade em O Outro Lado do Paraíso. Mas os planos da sócia do bordel estão com os dias contados. É que Norival (Juan Alba) vai chegar a Pedra Santa para visitá-la.  Rato (César Ferrario), que nunca escondeu os sentimentos pela garota, não vai gostar da história. Quando fica sabendo da chegada do rival, o capanga de Sophia (Marieta Severo) fica incomodado. Ele vê Leandra ensinando Zildete (Narjara Tureta) a fazer o caixa do estabelecimento e quer saber o motivo. “Ela vai tomar conta por quê?”, pergunta. “Meu noivo mandou mensagem. Tá pra chegar. Vou ficar com ele no hotel, também sou dona de lá.  Ele não pode saber que trabalho aqui. Senão já viu, não vai querer casar. Eu quero me tornar uma mulher honesta”, garante.

Com ciúmes, Rato vai reclamar da ideia. “Maior besteira essa que cê inventou”, diz. “ Já expliquei meus motivos, Rato.  É isso. Enquanto o meu noivo estiver aqui, a Zildete toma conta da casa. Caetana (Laura Cardoso) promete ficar de olho nas meninas.  Enquanto a patroa estiver arrumando as roupas , só as mais comportadas, para seguir até a pousada, Zildete vai se mostrar insegura com a tarefa que lhe foi incumbida. “Vou cuidar pra você. Só não me entra na cabeça o fechamento do caixa”, adianta. A velha quenga então dá uma sugestão. “Toda noite, cê espera ele dormir e vem pra cá”, diz. “E se ele perceber?”, diz Leandra, insegura.  “Cê vai e vem de madrugada. Volta, ele vai ta dormindo”, continua Caetana.

Rato ainda vai tentar fazer Leandra desistir do noivado.  “Não gosto dessa história de você, Leandra, receber noivo. Teu homem sou eu”, afirma.  “Rato, já expliquei mil vezes. Não quero passar a vida toda aqui no bordel, até ficar velha”, explica. “Mas tem eu. Um dia acho a esmeralda gigante e…”, começa o capanga.  “ Aqui cês só falam na esmeralda gigante”, desconversa a mulher, que pretende continuar firme em seus planos.


Na pousada, Leandra encontra o noivo. “Encorpou, Norival”, diz.  “É a lida na terra. Dá músculo pro corpo. Tá bonita, Leandra. Parece que o tempo não passou pra você”, elogia. “Que é isso? O tempo passa pra todos nós. Tá vendo esse hotel? É tudo meu aqui”, comemora a mulher, que vai mostrar a pousada para o noivo. Ela diz que os dois vão ficar em quartos separados para ela não ficar mal falada. Norival vai querer conhecer a cidade e o casal vai acabar encontrando com as quengas.  Leandra vai disfarçar, morrendo de medo que ele desconfie de sua vida dupla. Enquanto pensa que namora uma mulher direita, o homem do campo faz planos. “Vim pra te ver, bastou um olhar, que já sei. É a mesma Leandra que conheci. Nós casa. Nós vai ser feliz”, acredita. “Assim que eu vender o que tenho, vou pra lá. To tão contente de lhe ver”, comemora.

No bordel, Rato vai continuar inconformado com a história. “Não gosto de saber que minha mulher tá com outro”, reclama. “ Te acalma, Rato. Senão vai fazer bobagem”, aconselha Caetana.  “Ela avisou antes. Rato, deixa a Leandra em paz com esse homem. Ela quer casar, ser dama da sociedade.  Aproveita, sai com outra. Tem tanta mulher bonita naquele lugar. É só pegar”, diz Zildete. Mas o capanga não quer saber de conversa e vai aprontar.

Em uma das noites que Leandra sai para fechar o caixa do bordel, Rato vai até o hotel e entra no quarto de Norival.  “Acorda!”, diz, deixando o homem confuso.  “Vou mostrar a vagabunda que tua noiva é”, afirma. Ele leva o homem até o bordel e mostra:  “Taí. Olha ela”. Norival fica assustado.  “No… Norival… eu só vim aqui porque fecho o caixa. É um trabalho honesto”, tenta explicar Leandra. “Ela se vendeu a vida toda. Se vende ainda. Passou pela mão de todos aqui”, esbraveja Rato.

Na pousada, a mulher vai tentar se explicar. “Sempre sonhei ser mulher de família. Tou nessa vida faz tempo. Sou dona do hotel e daquele lugar lá”, diz. “Dinheiro ganho na cama. Por isso comprou as fazendas de soja”, lamenta o homem.  “Ninguém sabe, nem minha família. Mas eu vendo tudo e a gente compra nossas fazendas. Perdoa?”, pede. Norival vai fingir que perdoou e ter uma noite de sexo com a noiva, mas no dia seguinte tudo muda. “Até nunca mais, Leandra”, diz.  “Cê vai embora? Não tinha me perdoado?”, se assusta.  “Fingi. Pra aproveitar a manga até o caroço. Mostrei que não sou bobo. Agora eu vou e cê fica nessa vida”, diz.  “A gente ia ter uma família”, choraminga Leandra. “Família com quenga? Eu vou contar pros teus pais, teus irmãos”, promete o homem, deixando  Leandra desolada.