Adriana (Julia Dalavia) e Elizabeth (Gloria Pires) de O Outro Lado do Paraiso
Adriana (Julia Dalavia) e Elizabeth (Gloria Pires) de O Outro Lado do Paraíso (Divulgação/TV Globo)

Desde que estreou, O Outro Lado do Paraíso vem aproveitando o desfecho de algumas histórias para alertar a população. Depois do incentivo para que as pessoas denunciem casos de pedofilia, o folhetim em breve vai abordar a questão de doação de órgãos.  Não há confirmação de campanha institucional, mas o texto de Walcyr Carrasco deixará claro o dilema de pacientes que precisam de um transplante.

No capítulo em que Bete (Gloria Pires) irá se desesperar por não poder doar o rim para Adriana (Júlia Dalavia), Clara vai ressaltar a dificuldade em relação a transplantes. “E minha irmã…o estado dela também me desespera. Por que é tão difícil um órgão para transplante?”, questiona. “As pessoas não têm consciência da importância disso, Clara.  Se todo mundo fizesse o documento de doação em vida, carregasse com os documentos, pode ter certeza, muitas vidas seriam salvas”, explica Patrick (Thiago Fragoso). “Eu vou fazer meu documento de doadora em seguida”, decide a mocinha. “Eu já tenho o meu”, diz o advogado, que vai mostrar o documento de doador.

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Em outra ocasião, a trama mostra como algumas famílias resistem em doar o órgão  de um ente querido. O médico responsável pelo caso de Adriana vai pedir a Bete que tente convencer os pais de uma jovem que acabou de.falecer a doar o órgão para a sua paciente. Bete e Renan (Marcello Novaes) vão conversar com a família sem sucesso. “Eu não quero retalhar o corpo de minha filha. Ainda está bonita, a pele fresca. Nem posso acreditar que esteja morta, se parece tão viva”, dirá.o pai. “Mas esse corpo…será enterrado ou cremado”, questionará Renan.
O pai insistirá que quer levar a filha para o túmulo inteira.  “Mesmo à custa da vida de outra pessoa? Sei que é um momento de tristeza. De luto. Mas podem salvar minha Adriana. Basta que concordem… e assinem o termo de doação”, pedirá Bete. “Sai daqui. Queremos paz. Queremos viver nossa dor”, dirá o pai da jovem falecida.
Bete, então, dirá ao médico que fracassou. “Esse é um grande problema na falta de doação de órgãos. As famílias não querem permitir a doação”, lembrará o especialista. “Se pensassem melhor, se entendessem a minha dor, a dor de todas as mães, pais, filhos, nessa situação, não seriam tão egoístas. Se podem salvar uma vida, por que não permitem?”, lamenta a mãe de Adriana. “Talvez devido ao choque, à emoção, ou por motivos religiosos”, explica o médico.
Renan ainda questiona que religião impede que se salve uma vida. “Existem muitas interpretações da Bíblia. Não posso dizer que sou contra o que cada um acredita. Mas no caso de um órgão pra transplante, é doloroso saber que alguém pode salvar a vida de outra pessoa com uma simples assinatura. E não assina”, analisa o profissional.

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