Afonso (Romulo Estrela) e Amalia (Marina Ruy Barbosa) de Deus Salve o Rei
Afonso (Romulo Estrela) e Amália (Marina Ruy Barbosa) de Deus Salve o Rei (Divulgação/TV Globo)

Desesperada ao perceber que o discurso de Rodolfo (Johnny Massaro) para convencer o povo de que Afonso (Romulo Estrela) deve ser liberado não está funcionando, Amália (Marina Ruy Barbosa) vai tomar uma atitude em Deus Salve o Rei, na Globo. Ela simplesmente vai chamar a atenção de todo mundo e falará de forma improvisada, porém, funcionará.

“Não! Vocês estão errados! Ele é inocente!”, dirá interrompendo o povo, mais inclinado a culpar Afonso. “Amália, não!”, dirá Martinho tentando impedir a filha. “Eu não posso ficar aqui sem fazer nada!”, rebaterá a protagonista.

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Já na tomada seguinte, Amália se livrará dos guardas: “Me larguem! Eu quero falar!”. “Soltem essa mulher! Fale!”, ordenará Rodolfo. “O que está acontecendo aqui é uma grande injustiça”, começará Amália, sendo interrompida por vaias. “Eu sei que muitos aqui estão com raiva… Mas não permitam que essa raiva influencie sua escolha! Porque é preciso avaliar as atitudes de Afonso… mas de uma forma clara, objetiva, e não com o coração. Afonso, mais do que ninguém, sabe que pagamos um preço por nossas escolhas. Ao mesmo tempo, sabe também o que é ter toda a sua vida determinada por uma decisão que não foi tomada por ele e nem por ninguém. Afonso nasceu com um destino traçado: tornar-se rei. Mas, como todos aqui… ele também tem desejos, dúvidas, receios. E então, um dia… achou que poderia ser mais feliz levando uma vida diferente daquela que estava planejada para ele. Por que ele não teria esse direito? O direito de construir seu próprio caminho! Alguém aqui duvida que é preciso coragem para tomar tal decisão?”, argumentará.

Neste instante, as pessoas começarão a ficar tocadas pelo discurso de Amália, que continuará. “Afonso não lutou contra Montemor por lealdade à Artena. Mas sim por seu compromisso com a paz. Seu único interesse era manter o acordo que garantiu a água a Montemor durante tantos anos! Não foi ele quem começou essa guerra! E antes que o exército de Montemor marchasse sobre Artena, o rei Augusto já havia aceitado retomar o acordo e normalizar o abastecimento”, revelará para a surpresa do povo.

“Chega! Isso são apenas detalhes”, falará Rodolfo, incomodado. “Amália está falando a verdade! Diga a eles, Rodolfo!”, dirá Afonso. “Mesmo que, hipoteticamente, Augusto tivesse liberado a água, nós continuaríamos eternamente reféns de Artena! Esse acordo nos deixava sujeitos a qualquer mudança de humor da parte deles! Só a vitória garantiria nossa independência de Artena! O destino desse homem, que errou… e talvez não estivesse em seu juízo perfeito quando fez o que fez, está agora em vossas mãos. Levantem a mão todos aqueles que são a favor da execução de Afonso”.

Muita gente erguerá a mão, mas não será possível identificar se é a maioria. “E agora… Levantem a mão todos aqueles que votam pelo perdão e pela libertação de Afonso”, perguntará Rodolfo.

Com isso, o número de mãos levantadas será maior do que antes.  “As mãos levantadas do povo são as mãos de Deus! A partir de agora, meu irmão, Afonso de Monferrato, é um homem livre!”.

Afonso e Amália vão se aproximar e se beijar felizes. “Devo minha vida a você, meu amor”, falará Afonso. “Bom, felizmente, tudo acabou bem”, dirá Rodolfo a Afonso. “Obrigado, meu irmão, pelo seu empenho em conseguir a minha absolvição. Apesar de tudo, eu… eu também lhe devo a minha vida”, concluirá Afonso.

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