Beth (Gloria Pires) de O Outro Lado do Paraiso
Beth (Gloria Pires) de O Outro Lado do Paraíso (Divulgação/TV Globo)

Depois que Jô (Bárbara Paz) se recusa a doar o rim para Adriana (Julia Dalávia), Beth (Glória Pires) vai tomar uma decisão drástica em O Outro Lado do Paraíso. Enquanto Henrique (Emílio de Mello) se desespera, a mulher vai lembrar que é compatível. “Os médicos não aceitam você como doadora”, lembra o diplomata. “Eu vou salvar minha filha, Rique. Nem que seja a última coisa que eu faça na vida”, diz, determinada.

Beth vai procurar o médico e dizer que tem uma solução para o caso de Adriana. “Estamos falando da vida da minha filha. Eu não quero contar com a sorte”, diz a mulher. “Explique melhor o que quer dizer”, pede o especialista. “Eu tenho dois rins. Meus rins são saudáveis”, afirma. “Sabe que não podemos aceitar. Teve problemas cardíacos, mas poderiam ser superados. Entretanto, a senhora mesma sabe. Seu fígado…”

O Outro Lado do Paraíso: Nicolau oferece doar seu rim para Adriana

Antes de o médico terminar de falar, Beth vai continuar explicando. “O senhor não entendeu. Ou aceita minha doação. Ou me atiro embaixo de um carro aqui mesmo, em frente ao hospital”, ameaça. “Enlouqueceu?”, assusta-se o especialista. “Já tentei me matar outra vez, por desespero… Se eu sair sem uma resposta positiva, não terei dúvidas. Sei que há milhões de pessoas que podiam ser doadoras. Milhares de famílias que salvariam minha filha com um sim. Mas só eu mesma restei”, lembra.

O médico vai prevenir que ela poderá morrer na cirurgia. “Eu já dei vida a minha filha uma vez, quando ela nasceu. Agora ofereço minha própria vida. Eu quero que Adriana viva. Não saio daqui sem um sim”, afirma. Diante da resistência de Beth, o médico vai expor a situação a Samuel (Eriberto Leão). “Se o risco é tão grande…”, começa a dizer o diretor do hospital. “Eu corro todos os riscos, doutor. Eu deixei minha filha, quando criança. É uma história que quase toda a cidade já sabe. Mas sim, eu a abandonei. Caí numa cilada. Agora que voltamos a nos encontrar, ela não me suporta. Mas doutor, é minha filha. Eu faço tudo para salvá-la. Dou minha própria vida. Pode entender o amor de uma mãe por uma filha?”, argumenta Beth, que convencerá o psiquiatra a autorizar o transplante.